Realizado em Pequim, o fórum “Empresas Chinesas Expandindo para o Brasil: Prática de Compliance Jurídico”, promovido pelo Jingshi Law Firm, consolidou-se como um espaço técnico de alto nível voltado à orientação prática de empresas chinesas interessadas no mercado brasileiro. Estruturado com foco direto na aplicação jurídica, o evento reuniu especialistas com atuação concreta nas relações sino-brasileiras, entre eles a Dra. Maria Luiza Rocha Malta, representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro, integrante do Comitê de Relações China–Brasil da OAB/RJ, cuja participação trouxe um componente estratégico fundamental ao debate.
Inserida no painel de discussão central, dedicado ao “Diálogo Jurídico e Comercial China–Brasil: Oportunidades, Desafios e Respostas Práticas”, a atuação da Dra. Maria Luiza Malta destacou-se pela capacidade de traduzir o ambiente jurídico brasileiro sob a ótica institucional e operacional. Sua contribuição foi particularmente relevante ao abordar, de forma objetiva, os desafios enfrentados por empresas estrangeiras ao ingressarem no Brasil, com ênfase na complexidade regulatória, na necessidade de conformidade com normas locais e na importância da correta estruturação jurídica desde o início das operações.
A presença de uma representante vinculada à OAB/RJ, especialmente com atuação em um comitê dedicado às relações sino-brasileiras, conferiu ao evento um nível adicional de legitimidade e aderência à realidade jurídica brasileira. Diferentemente de abordagens genéricas, sua participação evidenciou aspectos concretos da prática jurídica no Brasil, incluindo a interpretação normativa, a dinâmica institucional e os riscos decorrentes de desalinhamentos regulatórios.
Ao lado de outros especialistas internacionais, como representantes da advocacia chinesa e profissionais com experiência em operações transnacionais, a Dra. Maria Luiza Malta contribuiu para um debate multidisciplinar, no qual direito, negócios e estratégia foram tratados de forma integrada. Sua fala reforçou a necessidade de uma atuação preventiva, baseada em compliance estruturado e suporte jurídico qualificado, como condição essencial para a sustentabilidade de investimentos estrangeiros no Brasil.
Além disso, a composição do painel, que incluiu também nomes como José Renato Peneluppi Junior e outros especialistas com atuação em relações China–Brasil, demonstrou claramente a intenção do evento de construir uma ponte técnica entre os dois sistemas jurídicos. Nesse contexto, a participação brasileira não apenas complementou o debate, mas foi central para garantir que as orientações apresentadas estivessem alinhadas com a realidade normativa e institucional do país.
Ao final, o fórum reafirmou que o sucesso da internacionalização de empresas chinesas para o Brasil passa, inevitavelmente, por uma compreensão profunda do ambiente jurídico local. E, nesse cenário, a contribuição de profissionais como a Dra. Maria Luiza Malta se mostra decisiva, ao oferecer uma leitura qualificada, prática e institucionalmente conectada daquilo que, na prática, define o sucesso ou o fracasso de operações estrangeiras no país.
